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AI Readiness: Sua empresa está pronta para a era da IA?

Em um cenário de transformação tecnológica constante, toda empresa deve desenvolver a agilidade organizacional para explorar como tecnologias emergentes podem redefinir o futuro do seu negócio e desbloquear novas oportunidades de geração de valor. A capacidade de adaptação rápida é um fator determinante para manutenção da relevância e competitividade no mercado atual. Sendo assim, a modernização do ecossistema tecnológico da organização deixa de ser encarada como um projeto pontual e passa a ser um esforço contínuo.

Essa já é a realidade das grandes empresas há um bom tempo. Entretanto, entra agora em cena um catalisador que está acelerando ainda mais a transformação tecnológica: os avanços recentes na inteligência artificial. Ainda que a maioria das empresas já venha explorando o potencial da IA há vários anos, os avanços recentes com IA Generativa fizeram emergir novas possibilidades para o uso da tecnologia. Agentes de IA autônomos prometem trazer otimização sem precedentes para diversos aspectos do negócio.

Segundo o Gartner, 2025 marca o fim do período de Transformação Digital e o início da Era da IA. Uma era em que o cenário competitivo é fortemente definido por quais empresas se adaptam mais rápido e fazem o uso mais estratégico da tecnologia. Estamos possivelmente diante de um daqueles momentos marcantes da história da tecnologia, como o surgimento da internet ou da computação em nuvem. Momentos que redefinem os investimentos do presente e as possibilidades do futuro. Cabe, então, a pergunta: sua empresa está pronta?

O que determina AI Readiness

Pesquisas recentes, como a AI Readiness Index da Cisco, indicam que o número de empresas plenamente preparadas para os desafios da era da inteligência artificial é surpreendentemente baixo. Segundo o relatório, apenas 13% das organizações possuem o nível de prontidão para serem consideradas líderes nessa corrida. Mas afinal, quais fatores determinam a AI Readiness de uma organização?

Ao ajudar os nossos clientes no desafio de explorar o potencial transformador da inteligência artificial, percebemos que um alto nível de prontidão está associado a atuação simultânea em duas frentes: a implementação de casos de uso e modernização tecnológica. Como demonstrarei a seguir, as duas frentes são extremamente complementares e, juntas, permitem que as organizações gerem valor no curto prazo e ao mesmo tempo se preparem com o futuro.

Implementação de casos de uso de IA

As previsões mais recentes mostram que a IA trará ganhos muito significativos para as organizações. Segundo uma pesquisa da PwC, por exemplo, a projeção é que a inteligência artificial adicione $15.7 trilhões à economia global até 2030. Os ganhos variam em pesquisas de outras instituições mas a perspectiva é sempre de grande otimismo. Diante de tamanho potencial, é natural que todos as organizações se perguntem: como isso impacta o meu negócio? Qual fração valor que conseguimos capturar hoje?

Para responder essa pergunta é fundamental começar adotar a tecnologia e aprender com os resultados. Para isso, as empresas devem ter como prioridade estratégica a identificação e implementação de casos de uso de IA. Por casos de uso estou me referindo aqui a aplicações reais da tecnologia para solucionar um problema de negócio ou explorar uma oportunidade, seja visando eficiência operacional, melhoria na experiência do cliente ou criação de novas fontes de receita.

Observações no mercado

E de fato é isso que estamos observando no mercado – uma enorme pressão interna que começa no nível mais executivo das organizações para executar projetos de IA e demonstrar o retorno que tecnologia pode trazer. Mas assim como em outros momentos da história das transformações tecnológicas, existe o grande desafio de separar a empolgação das reais oportunidades de geração de valor.

Portanto, podemos considerar que um primeiro aspecto de AI Readiness é estabeler uma estratégia de adoção de IA, que traga visibilidade de como a organização irá explorar a incorporação da tecnologia no seu negócio. Na dti, temos ajudado nossos clientes a articular alguns aspectos fundamentais dessa estratégia:

 

Ambição de IA e Mapeamento de casos de uso
  • Ambição de IA: Como a empresa vê o uso da inteligência artificial no negócio? Para automatizar e otimizar sua operação de back-office? Para oferecer uma nova experiência para o cliente final? Ou de forma a permear todo o negócio?
  • Mapeamento de Casos de Uso: Quais casos de uso já foram identificados para suportar essa ambição? Qual a viabilidade técnica para sua execução? Qual o potencial de retorno para o negócio?

Nosso objetivo com esse mapeamento nunca é a criação de um artefato exaustivo ou estático, mas um ponto de partida para organizar e sincronizar esforços. É a partir da execução dos casos de uso que a organização irá aprender e poderá calibrar sua ambição e realimentar a estratégia. Nunca foi tão importante desenvolver essa capacidade de “sense and respond” – sentir o mercado e responder rapidamente.

Quando chegamos de fato na execução dos casos de uso, entramos no outro aspecto que avaliamos como crítico na prontidão para IA: a fundação tecnológica que permite a implementação de novos tecnologias.

A execução de casos de uso de forma experimental ou contextual – quando a solução é muito auto-contida em uma parte do negócio – não apresenta geralmente grandes dificuldades técnicas. É algo que no geral várias empresas já estão prontas para executar e de fato já deram passos concretos. Entretanto, quando avaliamos casos de uso mais complexos, mais estratégicos, que exigem escala e ampla integração no ecossistema tecnológico da organização, começam a emergir necessidades de modernização tecnológica para viabilizar essa implementação.

Modernização tecnológica

As grandes empresas têm investido em modernização tecnológica há anos. Entretanto, muitas organização ainda têm sua agilidade e capacidade de inovação prejudicada pela existência de sistemas legados e alto volume de débito técnico. Segundo a Tech Radar, cerca de 70% do software utilizado pelas grandes empresas foi desenvolvido há mais de 20 anos. Ao avaliarmos a viabilidade técnica de implementação de projetos de inteligência artificial, essa fragilidade vem novamente à tona.

Para viabilizar casos de uso de IA estratégicos e escaláveis, a empresa deve investir em uma fundação tecnológica AI-Ready, como por exemplo a existência de uma plataforma unificada de dados que garanta qualidade, integração e disponibilidade. Alguns aspectos dessa fundação tecnológica já foram construídos nos últimos anos, pois são viabilizadores para outros iniciativas de inovação. Entretanto, a IA trouxe a necessidade de capacidades novas para a arquitetura corporativa das organizações, como por exemplo uma camada de orquestração de agentes de IA ou ferramentas de governança para IA responsável.

Discutiremos em maior profundidade o desafio de modernização para IA em outros artigos, mas de forma sintética podemos avaliar a necessidade de modernização em 3 dimensões:

 

Modernização em 3 dimensões: dados, aplicações e infraestrutura
  • Dados: IA exige dados confiáveis, integrados e disponíveis em tempo real para alimentar modelos precisos e gerar insights contextualizados, especialmente para IA Generativa e LLMs
  • Aplicações: IA requer arquiteturas ágeis e flexíveis que permitam integração contínua de modelos inteligentes e acesso fluido a dados contextuais em toda a organização
  • Infraestrutura: IA demanda escalabilidade, recursos computacionais especializados e governança robusta para garantir operações seguras, éticas e otimizadas em ambientes complexos de alto volume de dados

Ou seja, estar preparado para a Era da IA significa também redobrar as apostas em modernização tecnológica. E, também, construir as capacidades que destravarão a próxima era de transformação dos negócios. Sem uma fundação tecnológica adequada, a promessa da inteligência artificial simplesmente não se concretizará em escala.

Um ciclo virtuoso de aprendizado: AI Readiness

Acreditamos, portanto, que AI Readiness se conquista através da atuação em duas frentes – casos de uso e modernização – de forma simultânea. De fato, as duas frentes são extremamente complementares e criam um poderoso ciclo virtuoso: na medida em que casos de uso são implementados, começam a emergir necessidades claras de modernização; e à medida que modernizamos a fundação tecnológica da empresa, novos casos de uso mais estratégicos e transformadores se tornam viáveis.

Ao associar investimentos em modernização à implementação de casos de uso, evitamos cair em um erro já conhecido mas infelizmente ainda muito comum: investir em tecnologia pela tecnologia, sem vínculo direto com geração de valor. Um exemplo clássico dessa armadilha é investir em uma fundação robusta de dados sem ter casos de uso mapeados e priorizados para sua utilização. Nunca podemos esquecer que por mais que a tecnologia se transforme, a sua função fundamental ainda é a mesma: gerar valor para o negócio.

O aspecto humano da transformação

Até aqui discutimos a preparação para a Era da IA em dois aspectos principais: Estratégia e Tecnologia. Entretanto não é possível falar sobre o tema sem mencionar a importância das pessoas e do modelo organizacional da empresa para ser bem-sucedida nessa nova fase.

Segundo a pesquisa da Cisco citada anteriormente, dentre os pilares analisados para determinar AI Readiness, a cultura é a dimensão com a menor porcentagem de empresas bem preparadas. Já no pilar de talentos, quase metade das organizações entrevistadas consideram que possuem apenas parcialmente as pessoas certas para implementar IA com sucesso.

Mas o desafio não é apenas de contratar, treinar ou reter as pessoas certas. A capacidade de criar uma cultura de aprendizado e experimentação é fundamental para um cenário de transformação constante. A IA certamente adiciona novos desafios, mas em essência estamos falando aqui novamente da necessidade de uma empresa mais ágil, que remove os silos de conhecimento e onde a capacidade de adaptação é uma competência organizacional.

Esse tem sido um foco constante da dti ao longo de nossa jornada – apoiar nossos clientes também na sua transformação organizacional. Ao conectar nossa incrível rede de profissionais aos times dos nossos clientes, expandimos as possibilidade de aprendizado e crescimento. Juntos, navegamos a mudança necessária para triunfar diante da transformação tecnológica.

Avaliando a prontidão da sua organização

Quando tanto esforço e investimento em transformação digital já foi feito nos últimos anos, pode ser desafiador reconhecer a necessidade de novamente se adaptar. Mas o risco de não fazer uma avaliação honesta da sua prontidão para a era da IA é muito grande – a paralisia diante da necessidade de mudança pode significar perda de relevância e competitividade no mercado. Com tudo mudando ainda mais rápido, a hesitação pode ter um custo alto demais.

Veremos nos próximos anos se a inteligência artificial trará todo o retorno projetado. É evidente que a tecnologia tem avançado de forma vertiginosa e o que era antes apenas uma promessa agora passa a ser  possível. Cabe a todas as organizações se prepararem para aprender, adaptar e explorar o potencial transformador da tecnologia.

Este é um convite para que você faça um assessment da sua organização e identifique seu nível atual de AI Readiness para capturar o valor da inteligência artificial de forma sustentável. A jornada de preparação envolve tanto a implementação estratégica de casos de uso quanto a modernização da sua fundação tecnológica. Duas frentes complementares que, juntas, destravam o verdadeiro potencial da IA para seu negócio.

Conte com a dti como seu parceiro nessa jornada de AI Readiness!

Escrito por Yasmim Fonseca, Head de produto na dti  

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